terça-feira, 8 de outubro de 2013

Resenha: Les Mis


Oi, todo mundo! Hoje eu assisti um filme espetacular. Nada mais do que a fantástica adaptação cinematográfica da obra de Victor Hugo, Os Miseráveis. Eu aplaudo Anne Hathaway, Hugh Jackman, Russell Crowe e o incrível diretor Tom Hooper.


Eu me lembro de quando eu li Os Miseráveis pela primeira vez e lembro precisamente do motivo. Quando eu estava na 7ª série, um grupo de teatro foi até a minha escola e apresentou uma adaptação de Os Miseráveis. No final um dos atores disse que recomendava o livro original ou pelo menos uma adaptação infanto juvenil. Eis que com os meus 12/13 anos eu peguei o meu cartão e fui até a biblioteca.

Lá eu perguntei pelo livro e a bibliotecária me levou até a seção infanto juvenil e me entregou a adaptação. Então eu recusei e pedi o original, ela me entregou e eu fui embora. Era um livro grosso e pesado de letras miúdas, margens estreitas e palavras difíceis. Uma semana depois eu voltei para pegar o segundo volume, que ficava no alto da prateleira e eu tive que pedir ajuda pra pegar. Quando eu fui fazer o registro, um outro rapaz me perguntou:

"Esse livro é para você?"
"É sim."
"Quantos anos você tem?"
"12."
"A escola tá te obrigando a ler ele?"
"Não."

Como faz algum tempo que eu li esse livro e na época talvez eu não tivesse a mente madura o suficiente, não me recordava muito bem da história. Com o decorrer do filme, muitas coisas voltaram de repente e eu me lembrei de várias partes.


A coisa é: Esse filme é incrível.


Um aspecto que pode incomodar algumas pessoas, principalmente as que não têm muita paciência com musicais é o filme ter os diálogos totalmente cantados. São solos, duetos e corais que contam a história do momento. Na verdade, o filme é uma adaptação cinematográfica da adaptação musical da Broadway. E convenhamos, tinha que ter Bring Him Home e A Heart Full Of Love.


Jean Valjean foi condenado à 5 anos de prisão por ter roubado um pedaço de pão e mais um ano por cada tentativa de fuga, somando mais 14 anos à sua sentença. Quando ele sai da prisão, decide mudar de vida e não se apresenta ao oficial de sua condicional. O inspetor Javert passa a persegui-lo e todos os seus caminhos parecem se cruzar.


Em plena revolução francesa, Jean Valjean vive fugindo e se escondendo junto com sua filha Cosette. Cosette é a filha de Fantine, uma funcionária  de Jean, da época em que era prefeito. Quado Fantine é despedida, acaba indo para as ruas se prostituir, quando Jean apieda-se da moça e do sofrimento que ele lhe infligira e promete cuidar de Cosette como se fosse sua.


O que mais me incomodou foi a ausência de Gervais e a cena icônica da moeda. Quando Jean Valjean pisa na moeda do menino e se recusa a devolver, arrependendo-se depois.


Todos os elementos e efeitos especiais, os figurantes e atores, até as crianças revolucionárias possuem uma presença marcante e constroem o cenário da pobreza e tirania, todos os problemas da sociedade retratados através das clássicas canções da Broadway conquistaram o meu total respeito.




Recomendo fortemente o filme e o livro (que vou reler) e espero que gostem tanto quanto eu. Meu próximo clássico será Anna Karenina, farei uma resenha assim que assistir. Deixem suas impressões nos comentários. :)


P.S.: Se vocês acharam essa música familiar, que tal dar uma olhada na audição da Susan Boyle no Britains Got Talent?


バイバイ

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